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E publicamos o centésimo post. Motivo de alegria para mim, pois cheguei a duvidar, por várias ocasiões, de que conseguiria chegar aqui.

Ao longo dessas 100 postagens, a ideia foi explorar artistas e gêneros diversos, evitando as repetições. A nuvem de palavras “quem canta/compõe” nos dá pistas sobre cancionistas privilegiados nesse período: Caetano, Chico, Jorge Ben Jor, Legião Urbana, Lô Borges, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Paulo César Pinheiro. Foram os artistas mais mencionados não apenas por serem compositores/intérpretes das canções tematizadas, mas também por constituírem uma espécie de núcleo ou padrão referencial, horizontes para os quais a produção cancional, de uma forma ou de outra, acaba mirando.

Embora o aspecto geográfico tenha evidenciado as dificuldades em ir além do eixo São Paulo-Minas-Rio de Janeiro, apareceram canções e artistas do extremo sul (como o Gaúcho da Fronteira) ao extremo norte (Fafá de Belém) do país. Outros centros musicais foram Pernambuco (Naná Vasconcelos, Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Alceu Valença) e Bahia (para além de Caetano, Gal e Bethânia, Camisa de Vênus, Gloria Bomfim, Os Tincoãs, Timbalada).

Apesar da presença mais marcante do BRock (com o trio Legião-Paralamas-Titãs seguido de artistas menos badalados, como os Heróis da Resistência e Kiko Zambianchi) e do samba (começando com Zeca Pagodinho, e trazendo João Nogueira, Martinho, Moacyr Luz, Nelson Cavaquinho, Luiz Carlos da Vila), estiveram representados também a música caipira (Pena Branca e Xavantinho, Zé Tapera e Teodoro, Carreiro e Carreirinho, João Paulo & Daniel), o rap (Racionais MCs, Câmbio Negro, Doctor MCs, Emicida, Fernanda Abreu) e a inevitável MPB (Zizi Possi, João Bosco, Vinícius de Moraes, MPB-4, Ivan Lins, Elis Regina). o Clube da Esquina, especificamente, gerou cinco posts: Milton Nascimento e Lô Borges (essa era a rubrica, embora a canção tematizada, “Cais”, fosse cantada apenas por Bituca – o que me autoriza a propor um post sobre alguma canção solo de Milton, muito em breve), o próprio Lô solo, Beto Guedes e as intérpretes Aline e Nana Caymmi. Teve até new age: Ana Rita Simonka, Tomaz Lima e Eduardo Agni. Fora as tentativas de trazer sons mais atuais, com as bandas Transmissor, Maglore e Charme Chulo.

Faltou ainda muita gente: Clara Nunes, Elba Ramalho, Charlie Brown. Jr, Plebe Rude, Ney Matogrosso, Dorival Caymmi, Gabriel O Pensador, Geraldo Azevedo, Zeca Baleiro, Quarteto em Cy, João Gilberto, Gilberto Gil, Rita Lee, 14 Bis, Tim Maia.

No momento, o blog conta com cerca de três dezenas de seguidores e uma média de 500 visualizações mensais. Temos comentários registrados em praticamente todos os posts, sendo que alguns deles receberam maior número de visitantes, por terem sido divulgados mais amplamente – como o de Walter Franco, o do Pato Fu e o do Naná Vasconcelos. Como não uso redes sociais, acabo não usando dessas formas para a difusão do blog, mas os visitantes podem ficar à vontade para fazer isso, incorporando seus posts favoritos ao Facebook e ao Instagram, por exemplo. No início do projeto, tinha minhas dúvidas sobre o poder e a necessidade disso, mas agora estou mais consciente (e mais seguro) da necessidade de comunicar o 365 Canções Brasileiras para audiências maiores.

A todos que visitaram, se inscreveram, comentaram e curtiram, meu sincero agradecimento. E vamos para os 265 posts restantes.

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