203. Natiruts: “Cavaleiros Azuis”

A noite chegou, estamos numa confraternização
Ao nosso redor as pessoas sorriem e bebem também
Olhando as meninas, lembrando da festa que passou
Reencontrando amigos de fé, relembrando histórias que o tempo levou
Tudo era alegria, quando de repente alguém avistou
Duas luzes incandescentes, representando o bem e o mal


Quando o Natiruts foi descoberto pela mídia, no estouro do álbum Povo brasileiro (1999), as duas primeiras faixas desse disco de estreia – “O Carcará E A Rosa” e “Meu Reggae É Roots” – foram exaustivamente tocadas nas FMs.

Eu não era, ainda, exatamente um fã de reggae – o que mudaria em 2001, com o primeiro show do gênero a que assisti do começo ao fim – e não entendia muito bem porque o conjunto fazia tanto sucesso. É verdade que os achava simpáticos: o vocalista Alexandre Carlo me parecia ser alguém que levava muito a sério a música (ponto positivo, portanto) e, confesso, eu tinha um crush em Izabella Rocha (mas… quem não tinha?).

Um dia, tudo mudou. Assisti a um especial da MTV em que a banda desfilava as canções de Povo brasileiro num estúdio da emissora, ao vivo. E ali fui seduzido por “Cavaleiros Azuis”, canção que denuncia a truculência policial.

Imediatamente, fiquei vidrado na obra, e satisfeitíssimo por encontrar uma crítica social – infelizmente, ainda relevante – no repertório da banda que, até então, me soava tolinha.

Nada mal para um grupo de Brasília que, ao contrário daqueles da geração dos anos 1970-80, não provinha da revolta punk.

(E, para quem achou que post de hoje foi muito curto – talvez o menor até agora -, a explicação está na ponta da língua: acabei de pegar uma carona que foi bastante atrasada, veja que ironia, justo por uma blitz policial. Não, não estou postando “Cavaleiros Azuis” por revolta ou coisa que o valha; de fato era  post que estava planejado, mas para o qual acabou não me sobrando tanto tempo quanto gostaria de ter. De qualquer forma, a canção do Natiruts, fora a metáfora do título e do refrão, é claríssima e não requer grande esforço interpretativo para ser decifrada).

natiruts.jpg
Natiruts: dentro da cabeça, liberdade e inteligência.

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