Aventura concluída

365

blog começou simples, com pelo menos 30 canções candidatas a serem tematizadas.

Os primeiros três posts foram concluídos ainda em 2018, e fui reservando os dias próximos para já adiantar demais postagens. Até março, foi comum que o post de um dia seguinte já estivesse pronto, cabendo a mim, nos arredores da hora do almoço, redigir a postagem posterior. Após abril, essa folga de um dia simplesmente desapareceu.

À mesma época, percebi que as imagens utilizadas para ilustrar os posts, geralmente destacando apenas os principais artistas participantes da gravação tematizada, não estavam sendo devidamente creditadas. Por conta disso, precisei, primeiro, tentar encontrar os titulares de todas as quase 100 fotos utilizadas até então, mencionando-os no novo link “Créditos das imagens”; e, em segundo lugar, escolher (dali em diante) apenas imagens que, artisticamente pertinentes para o projeto gráfico do blog, pudessem ter sua autoria devidamente identificada. Essa segunda tarefa não se mostrou possível em sua totalidade, tendo eu utilizado, algumas vezes, fotografias cuja autoria não foi identificada.

À medida que o blog permanecia cumprindo sua missão (publicando-se, diariamente, primeiro às 8, depois às 7 e, finalmente, às 6h), a disposição em não repetir artistas foi se mostrando uma camisa de força tão desafiadora quanto enlouquecedora. Tive que contar com a complacência dos leitores em alguns momentos, fingindo que Toquinho-VInícius representava uma rubrica diferente de Vinícius e Toquinho, entre alguns outros (pouquíssimos) casos de “migué”.

Por outro lado, isso possibilitou também que outra tarefa do blog se cumprisse em sua plenitude: abordar gêneros diversificados, claro que privilegiando os clássicos da tradição cancional brasileira, mas indo além da tríade samba-rock-MPB. Para além disso, tivemos rap, reggae, punk, heavy, pop, infantil, fado, progressivo, caipira, folk, baião, capoeira, humor, etc.

Mesmo com o cronograma sempre apertado – com a rotina já estabelecida, a partir de junho mais ou menos, em escrever à noite (ou mesmo de madrugada) para a publicação no dia seguinte –, os posts mantiveram, se não sua qualidade, ao menos sua extensão. O projeto foi concluído com 350.119 palavras (cerca de 950 palavras/post), contando ainda com a cabalística quantidade de 1.111 comentários.

A visitação e o tráfego foram crescentes, até se tornarem aproximadamente estáveis a partir de setembro (acessos em azul claro, visitantes em azul escuro):

trafego.jpg

Com relação aos cancionistas abordados, a nuvem de palavras “Quem canta/compõe”, para apenas os 50 nomes mais mencionados nos posts, é a seguinte:

tags.jpg

De certa forma, ela é bastante representativa do meu gosto e, afinal, dos artistas que se convencionou considerar como clássicos da canção popular brasileira. Os grandes “campeões”, marcando presença numa quantidade maior de postagens, foram os nomes óbvios de Chico (45 posts), Caetano (34 posts) e Milton (32 posts).

Quanto aos gêneros textuais de minha prosa, os comentários estritamente técnicos foram minoria. Em geral, recorri às crônicas autobiográficas – em alguns casos, com considerável exposição, principalmente de minhas convicções políticas –, explorando também outros subgêneros (histórica, lírica e, realizando um sonho, esportiva).

O alcance dos posts me surpreendeu: houve ao menos dez casos em que os artistas mencionados nas postagens vieram a conhecer o blog, propagando-o em suas redes sociais oficiais ou, para meu espanto, comentando o post em questão.

De qualquer forma, o 365 Canções Brasileiras, difundido ou não, permanecerá online por tempo indefinidio (espero que eternamente), adquirindo a feição, portanto, de um museu virtual da canção brasileira.

Para mim, o blog foi muitas coisas: aventura catártica, (auto)lição de (auto)disciplina, (re)conciliação com canções e artistas e, principalmente, uma forma de reconhecer a enorme influência que as obras cancionais podem vir a exercer sobre a vida de um cidadão médio.

O futuro reserva outros projetos de temática e organização semelhantes, mas só a partir de 2021 (no mínimo). Cuidarei para que os leitores do 365 Canções Brasileiras tomem ciência da(s) iniciativa(s) tão logo ela(s) se inicie(m).

A todas e todos que aqui estiveram, a gratidão máxima.

8 comentários

  1. Uau, que saga hein Rafael! Essa foi uma trajetória e tanto! Fico feliz de poder ter acompanhado, ao menos em parte, esse trabalho. Sem dúvida, uma contribuição ímpar para a cultura nacional, merece todo reconhecimento e visualização. Grande abraço.

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    1. Grande Michel! Eu é que fico honrado em ter tido você como visitante. Foi ótimo lembrarmos daqueles sons noventistas que embalaram nossa juventude!
      Abraço bem forte.

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